Variedades Tintas

By Amanda
Cabernet Sauvignon – Tem sua origem em Bordeaux, na França, mas é cultivada no mundo inteiro. É a rainha das uvas tintas. Seu aroma mais característico é o de eucalipto e, no geral, produz um vinho de médio corpo a encorpado, aromas de groselhas negras, blackberries e ameixas pretas. Algumas vezes apresenta aromas de pimenta verde em grão e couro, principalmente nos vinhos de Bordeaux. Já nos vinhos do Novo Mundo, tende a apresentar aromas mais frutados e características mais marcantes de madeira.

Merlot – Juntamente com a Cabernet Sauvignon, faz parte do blend dos vinhos de Bordeaux. É também a uva dos vinhos mais caros do mundo (Chateau Le Pin e Chateau Pétrus), região de Pomerol. Possui mais corpo que a Cabernet Sauvignon e menos taninos, produzindo um vinho mais redondo, com mais aromas de frutas, principalmente cerejas negras. Um vinho mal produzido irá apenas mostrar um caráter herbáceo e alcóolico. Amplamente cultivada nos Estados Unidos e no Chile, mas encontrada em todos os países produtores de vinhos.

Cabernet Franc – Originária do Sudoeste da França, esta uva é uma parente da Cabernet Sauvignon. Também faz parte do blend de Bordeaux, mas está crescendo cada vez mais na região de Saint Emillion, tornando-se a uva principal desta região. Também muito plantada no Vale do Loire. Produz um vinho mais leve tanto em cor quanto em taninos, mais ácido e mais floral que a Cabernet Sauvignon. Com aromas de groselha, cereja, morango e um pouco de grafite e tabaco (pelo uso de madeira).

Malbec – Também é uma das uvas principais em Bordeaux, mas sua origem talvez seja Em Cahors, no sudoeste da França, onde eles fazem vinhos mais rústicos e altamente tânicos. Enquanto em Bordeaux esta uva é usada apenas para dar mais cor aos vinhos, na Argentina ela é a estrela principal. Os melhores vinhos desta uva podem envelhecer anos, devido à sua estrutura com muito taninos, muitas frutas, teor alcóolico alto. Os mais simples são bastante frutados e leves. Muitos aromas de ameixa e também florais.

Carmenère – Esta é uma variedade bastante polêmica e pouco conhecida fora da América do Sul. Foi levada para o Chile pensando ser a Merlot, mas por ter uma folha diferente, foram feitos testes e descoberto que, na verdade, aquela uva era a Carmenère. Nem na França eles sabiam que tinha Carmenère misturadas às vinhas de Merlot (tiveram então que incluí-la na lista de uvas permitidas no blend). O Chile aproveitou para lançar a sua marca, já que a Argentina tinha a Malbec. Produz um vinho muito parecido com o estilo da Merlot.

Pinot Noir – É a grande uva dos vinhos tintos da Borgonha, na França. Se o “terroir” não for favorável, ela dificilmente mostrará seus encantos. Melhor cultivada em locais mais frios, de temperaturas mais amenas. Geralmente, produz vinhos elegantes, redondos, mas de pouco corpo e poucos taninos e, ainda assim, muito estruturados. Fora da França, também se dão bem na Nova Zelândia e em Oregon, nos EUA. Quando jovem, apresenta aromas de frutas vermelhas (framboesas, morangos e cerejas). Quando maduro, principalmente na Borgonha, lembra caça, couro, alcaçuz, trufas negras, estábulo e um misto de terra úmida, cogumelos e folhas em decomposição. Junto com a Chardonnay e a Pinot Meunier, produz os legítimos Champagnes.

Syrah (Shiraz) – Talvez a uva mais antiga, com origem nos impérios gregos e romanos. Adapta-se muito bem a climas mais quentes e é a uva principal dos vinhos da região do Rhone, na França, produzindo os vinhos plenamente encorpados, de cor intensa, poderosos e com grande potencial de envelhecimento das regiões de Côte-Rôtie, Châteauneuf-du-Pape e Hermitage. Altamente culivada também na Austrália e nos Estados Unidos. Seus vinhos têm uma cor púrpura bem escura quando jovens e aromas de framboesa, amora, pimentas branca e rosa, bacon, ervas… É uma varietal bastante herbácea e condimentada.

Grenache – No Rhone, juntamente com a Syrah, é uma das estrelas dos vinhos Châteauneuf-du-Pape. Já na Espanha, reina junto com a Tempranillo. Seus vinhos geralmente redondos e altamente alcóolicos, possuem uma cor quase granada, com notas de morangos doces e maduros. Na Austrália, é altamente usada em blends no estilo Rhone.

Tempranillo – É a uva principal dos vinhos espanhóis. Produz vinhos masculinos, de taninos firmes (muitas vezes devido ao uso de madeira), aromas de morando, cereja, azeitona, tabaco, cedro, algumas vezes, de carne cozida. Em Portugal, ela é conhecida como Tinta Roriz, usada como uma das uvas dos vinhos do Porto e também na região do Dão, onde recebe o nome de Tinta Aragonês.

Nebbiolo – É a uva de um dos principais vinhos da Itália (Piemonte), o Barolo. Produz vinhos com muito tanino e muita acidez, de cor bastante escura, com aromas de alcaçuz, cereja, trufas, violetas, rosas e alcatrão. Geralmente, precisam envelhecer alguns anos. Também é a uva do Barbaresco.

Sangiovese – Principal variedade dos vinhos da Toscana, na Itália, como: Chianti, Brunello di Montalcino. Hoje, também é bastante cultivada em Mendoza, na Argentina e em algumas regiões da Califórnia, com Napa e Sonoma, entre outras. Seus vinhos têm uma coloração mais clara, muitos taninos e muita acidez, o que os torna muito mais agradáveis se bebidos durante uma refeição do que sem acompanhamentos. Seus aromas mais marcantes são de cereja, ameixas frescas e secas. E, dependendo da região, aromas de alcatrão, alcaçuz e tomates cozidos.

Barbera – É a variedade mais plantada na Itália (Piemonte), após a Sangiovese. Seus vinhos são mais leves e refrescantes que seus conterrâneos produzidos com a Nebbiolo. Variam de leves e ácidos a opulento, frutuoso e amadeirado. Na Itália, seu vinho possui o mesmo nome da uva. Também cultivada em San Juan, na Argentina e em quase todas as regiões da Califórnia, produzindo nestas últimas, geralmente vinhos com mais fruta, mais corpo e também mais aromas de baunilha, provenientes do uso de madeira.

Zinfandel – Com origem provavelmente na Croácia, foi nos EUA que esta variedade conquistou sua fama. Seus vinhos variam do doce e rosé “White Zinfandel”, leves e frutuosos aos vinhos elegantes de Bordeaux ou potentes vinhos do Porto. Seu aroma mais marcante é o de mirtilo, porém possui também um aroma marcante de geléias de frutas escuras e vermelhas. Seus melhores vinhos são produzidos na Califórnia e podem ser bebidos sozinhos ou acompanhados.

Tannat – Tem sua origem no sul da França, mas foi adotada como a uva principal do Uruguai. Produz vinhos de muitos taninos, muito corpo e bastante estrutura, com aromas de frutas escuras e chocolate e apresenta uma cor intensa. Melhor acompanhado, de preferência carnes vermelhas e sabores fortes.

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